Tem gente que, só de ouvir falar
nela, chega a salivar. Geralmente, essa vontade de se deliciar com um bom
punhado de maionese vem acompanhada por um suspiro de frustração: "Pena
que faz tão mal". Essa pecha de vilã que o alimento carrega é, no entanto,
um mito. O produto não é a bomba calórica cheia de colesterol que se
imagina.
Isso porque aqui no Brasil nossa
referência é a maionese caseira, que realmente é muito rica em gordura. Nos
Estados Unidos, a população tem consciência de que ele é um alimento pouco
calórico e leve. Daí o fato de muita gente pensar que o molho deve ficar fora
de um cardápio equilibrado.
Veja abaixo o que é verdade e o
que não passa de falácia sobre a maionese e aprenda a consumi-la de modo
saudável.
Quais são os ingredientes da maionese?
Ela é composta principalmente por
água e óleo, que se misturam na presença do ovo, o terceiro componente do
molho. Entram ainda na sua fórmula suco de limão e condimentos, como sal,
açúcar e mostarda.
O óleo geralmente utilizado na
sua preparação é o vegetal, que contém as gorduras consideradas boas para nosso
organismo, como as poli e as monoinsaturadas. Elas não aumentam o LDL, o mau
colesterol, como a versão saturada, sem falar que o tipo monoinsaturado ainda
ajuda a aumentar o HDL, a faceta boa do colesterol. A famosa gordura trans, que
pode trazer complicações cardiovasculares, não está presente nos óleos vegetais
e, assim, não consta da receita da maionese.
Por outro lado, há no molho
lipídios bastante interessantes para nossa saúde: os ácidos graxos ômega-3 e
ômega-6, gorduras essenciais para o nosso corpo e que não conseguimos produzir.
Eles estão presentes em todas as marcas de maionese, por fazerem parte do óleo
vegetal. O que geralmente varia é sua quantidade em cada uma delas, por causa
do tipo de óleo usado.
Quem quer perder peso também pode consumi-la?
O maior problema para as pessoas que
pretendem emagrecer não é a maionese em si, mas o que a acompanha à mesa. Um
exemplo é o trio batata frita, sanduíche e bacon. Esses alimentos são lotados
de calorias. Daí, não é de estranhar que devem ser evitados em uma dieta para
afinar a silhueta.
Vale lembrar que uma porção de
maionese industrializada tradicional, que corresponde a uma colher de sopa,
fornece apenas 40 kcal. O molho cai bem num sanduíche de atum, uma sugestão
light para o final do dia.
Qual a diferença entre a maionese caseira e a industrializada?
Todo mundo que já experimentou
maionese feita em casa lambe os lábios: ela parece muito mais gostosa do que a
industrializada. É verdade. Quando a gente consome mais gordura nota a
diferença. E gordura é o que não falta na maionese caseira. O nutriente deixa
os alimentos mais saborosos. Uma dieta como a hospitalar é considerada insossa
porque é pobre em gordura. A maionese industrializada, no entanto, tem
vantagens que tornam seu consumo muito mais recomendado. A primeira delas diz
respeito justamente aos lipídios. O desenvolvimento tecnológico na indústria de
alimentos permitiu que os ovos, utilizados no alimento para criar a liga entre
água e óleo, pudessem ser substituídos. No lugar deles, os fabricantes utilizam
amido modificado ou outro substituto, que não trazem gordura nem colesterol em
sua composição, mas dão ao molho a consistência esperada.
Outra vantagem é a forma de
emprego dos ovos na maionese. Na caseira, eles são acrescentados crus à
mistura, o que pode provocar a famosa salmonelose, mal causado pela bactéria
salmonela, presente em produtos de origem animal. O risco de desenvolvimento da
infecção é grande porque a maionese caseira fica muito tempo exposta à
temperatura ambiente e é bastante manipulada. Não é à toa que sua uma validade
seja pequena - de dois a três dias. A industrializada utiliza ovos
pasteurizados. Hoje quase não se usa a maionese caseira em estabelecimentos
comerciais, por conta da conscientização desses riscos e do aumento do rigor
com controle de qualidade.
A maionese é contra-indicada em algum caso?
Apenas os diabéticos devem ser mais
cautelosos com seu consumo. É que eles absorvem mais colesterol do que as
outras pessoas devido a uma maior atividade de uma proteína responsável por
essa tarefa. E a maionese industrializada fornece, em 1 colher de sopa, em
torno de 98% menos colesterol que um ovo, tem pouquíssima gordura saturada e
nada de gordura trans. Por isso, para os não diabéticos, o consumo está
liberado - desde que não se cometam excessos, é claro.
Qual a diferença entre a maionese tradicional e a light?
A diferença entre elas está
apenas na quantidade de lipídios. A light tem mais substituto de gordura e
água, o que, por sua vez, faz com que ela perca um pouco de sabor.
Qual seria a quantidade ideal de consumo da maionese para um adulto e
uma criança?
Não existe uma quantidade
recomendada. A alimentação em geral deve ser equilibrada, com carboidratos,
proteínas magras e gorduras de boa qualidade. Um lanche saudável pode combinar
maionese com pão integral, folhas de alface, cenoura raladinha e um filé de
frango grelhado. Outra alternativa é um sanduíche de maionese com uma carne
assada ou ainda maionese com salada.
Fonte: M de Mulher