Se você evita a carne de porco na
sua alimentação por considerá-la com alto teor de gorduras e transmissora de
doenças, pode esquecer essa ideia. Os cortes magros da carne suína contêm menos
de 10g de gordura, menos de 4,5g de gordura saturada e menos de 95mg de
colesterol por porção de 100g. É o caso do lombo, tender, filé, pernil, paleta
e costeleta.
Um segundo diferencial é que a gordura
do porco costuma se concentrar na superfície da pele, sendo mais fácil de ser
retirada com a faca durante o preparo na cozinha. O oposto ocorre com a carne
de vaca, cuja gordura vem entrelaçada nas fibras do alimento.
O fantasma da cisticercose,
doença causada pela ingestão dos ovos da Taenia solium, rondou a carne de porco
por anos. Mas as técnicas atuais de criação dos animais reduziram o risco de
contaminação pela doença — que também pode ser adquirida no consumo de carne
bovina e de verduras e frutas mal lavadas. O porco, hoje, é confinado em
lugares com temperatura ideal e piso de cimento. Resultado: ele não tem acesso à
terra, melhorando as condições de higiene. Quando for preparar a carne, é
fundamental cozinhá-la (ferver) para neutralizar qualquer possível parasita.
O que a carne de porco tem para
dar e vender são nutrientes. Além de contar com ácidos graxos do tipo ômega 3,
6 e 9, ela disponibiliza minerais como selênio, fósforo, potássio, ferro,
magnésio e zinco – este último responsável pelo fortalecimento da
imunidade. Da turma de vitaminas, merecem destaque os tipos A, E e do complexo
B. No caso da tiamina (vitamina B1), o valor chega a ser até 10 vezes superior
ao encontrado na carne bovina. Para quem não sabe, o nutriente dá uma mãozinha
na conversão de pães e massas em energia, além de atuar sobre o sistema
neurológico. Uma porção pequena (85 g) de lombo supre aproximadamente 70% das
necessidades diárias de tiamina num adulto.
O ideal é consumir duas porções
pequenas (100 g a 150 g) de carnes por dia, sejam elas de boi, ave ou suína. No
caso da carne de porco, os cortes que devem ser priorizados são os mais
magrinhos, como o pernil assado (com 4,6 g de ácido graxo saturado) e o lombo
assado (com 2,6 g).
Fonte: Viva Saúde


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