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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Acúmulo de gordura no abdômen e o risco de doenças cardiovasculares


Olhe-se no espelho e observe se sua circunferência abdominal cresceu. Se a resposta for positiva, comece a repensar seu estilo de vida. O resultado dessa medição traz maiores implicações do que qualquer preocupação com a estética.  Isso porque o acúmulo excessivo de gordura no abdômen apresenta um maior risco de doenças cardiovasculares, seja em homens ou mulheres.



A gordura acumulada nessa região - até mesmo em pessoas fisicamente ativas e sem sobrepeso, também pode favorecer o risco de desenvolver distúrbios graves. Chamada de gordura visceral, pois se acumula ao redor dos órgãos abdominais — é metabolicamente ativa e tem sido fortemente ligada ao risco para uma série de doenças graves, incluindo as cardiovasculares, cânceres e demência.

O ideal é medir a região abdominal para saber se os valores de RCE (relação cintura-estatura) estão em níveis normais. Para calcular é fácil: a RCE estabelece que a circunferência da cintura deve atingir, no máximo, a metade da altura, ou seja, uma mulher com 1,60 m não poderá ter mais que 80 cm de cintura. A partir daí, já é considerado um indício de risco metabólico, cardiovascular e cerebral. Neste último caso, o tamanho da barriga também está relacionado com o cérebro. Uma pesquisa apontou que existe uma correlação entre a obesidade abdominal e a redução do volume da massa cinzenta.

Todas as pesquisas, portanto, levam a uma questão principal: como eliminar a gordura abdominal e, ainda mais importante, como evitar o acúmulo? Não há fórmula mágica para isso. É preciso trabalhar junto com seu médico, para criar um protocolo de emagrecimento, que inclui prescrição de suplementos, redução de calorias, alimentação funcional, além da prática de exercícios físicos e outras recomendações clínicas.

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