Olhe-se no espelho e observe se sua circunferência abdominal
cresceu. Se a resposta for positiva, comece a repensar seu estilo de vida. O
resultado dessa medição traz maiores implicações do que qualquer preocupação
com a estética. Isso porque o acúmulo excessivo
de gordura no abdômen apresenta um maior risco de doenças cardiovasculares,
seja em homens ou mulheres.
A gordura acumulada nessa região - até mesmo em pessoas
fisicamente ativas e sem sobrepeso, também pode favorecer o risco de
desenvolver distúrbios graves. Chamada de gordura visceral, pois se acumula ao
redor dos órgãos abdominais — é metabolicamente ativa e tem sido fortemente
ligada ao risco para uma série de doenças graves, incluindo as cardiovasculares,
cânceres e demência.
O ideal é medir a região abdominal para saber se os valores
de RCE (relação cintura-estatura) estão em níveis normais. Para calcular é
fácil: a RCE estabelece que a circunferência da cintura deve atingir, no
máximo, a metade da altura, ou seja, uma mulher com 1,60 m não poderá ter mais
que 80 cm de cintura.
A partir daí, já é
considerado um indício de risco metabólico, cardiovascular e cerebral. Neste
último caso, o tamanho da barriga também está relacionado com o cérebro. Uma
pesquisa apontou que existe uma correlação entre a obesidade abdominal e a
redução do volume da massa cinzenta.
Todas as pesquisas, portanto, levam a uma questão principal:
como eliminar a gordura abdominal e, ainda mais importante, como evitar o
acúmulo? Não há fórmula mágica para isso. É preciso trabalhar junto com seu
médico, para criar um protocolo de emagrecimento, que inclui prescrição de
suplementos, redução de calorias, alimentação funcional, além da prática de
exercícios físicos e outras recomendações clínicas.
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