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terça-feira, 26 de março de 2019

Efeito sanfona e o desafio de emagrecer


O efeito sanfona é um dos principais medos de quem deseja emagrecer. Geralmente, ocorre com pessoas que perdem peso rapidamente com restrição muito limitante de alimentos ou nutrientes. Esta condição é caracterizada pelo ganho de peso logo após o término da dieta. O problema é que, quando a perda e ganha de peso se tornam um ciclo  frequente, pode alterar o metabolismo, tornando o processo de emagrecimento cada vez mais difícil. Confira algumas razões que podem estar sabotando o seu peso ideal ou promovendo o efeito sanfona:




1 – alimentação de improviso: a falta de planejamento das refeições dificulta o processo de emagrecimento. Escolhas a partir do emocional (principalmente, carboidratos e açúcar) contribuem para o sobrepeso. Além disso, a falta de comida de verdade faz a pessoa comer mais do que deveria nas horas onde tem oportunidade. Isso leva ao segundo tópico.

2 – beliscar o tempo todo: se você é daqueles que não consegue ver um biscoitinho ou chocolate dando sopa, que logo já ataca, está fazendo tudo errado. Não adianta fazer dieta e se entregar às tentações ao longo dia. Isso é sabotagem, porque está frustrada com o combo “grelhado e legumes” e acha que a dieta não está funcionando, que seu metabolismo é lento, por isso não emagrece. Saiba colocar a culpa no lugar certo e reveja seus hábitos alimentares durante o dia.

3 – sedentarismo: a falta de atividades físicas ou até mesmo de movimentos simples, como subir a escada ou invés de usar a rolante, caminhar alguns quilômetros, levantar da cadeira um pouco durante o trabalho, podem dificultar a perda de peso, além de causar aumento do colesterol, diabetes tipo 2, entre outras complicações. Movimente-se!

4 – Evite o excesso de bebida alcoólica: ao metabolizar o álcool o organismo impede a queima e eliminação de gordura, favorecendo seu acúmulo, principalmente a abdominal.

Conselho para não cair no efeito sanfona e prejudicar o emagrecimento: 
Faça um programa de reeducação alimentar. A forma mais eficaz de manter a perda de peso é promover uma mudança de hábitos que não seja temporário. O ideal é comer de tudo, mas com moderação, fazendo escolhas saudáveis sempre que possível. Quando acontece de maneira gradativa, o emagrecimento tente de ser mais duradouro e efetivo do que quando se perde muitos quilos rapidamente.



segunda-feira, 18 de março de 2019

Exercícios físicos e o uso de anticoncepcionais


As mulheres sempre se destacaram nos esportes, mas infelizmente sempre tiveram que correr e batalhar muito para obter conhecimento a respeito dos aspectos anatômicos, psicológicos e principalmente hormonais que afetam seu desempenho nas atividades físicas.


Os benefícios da prática de exercícios físicos são comprovados para ambos os sexos, que incluem, dentre eles, variações no perfil hormonal, inclusive por uso de contraceptivos orais. Pesquisas realizadas identificam potencial para variação no desempenho aeróbico, capacidade anaeróbia, potência anaeróbia e força reativa ao longo do uso de contraceptivo oral.


O anticoncepcional hormonal oral diminui a quantidade de testosterona livre, influenciando na performance física, ganho de massa muscular e queima de gordura. Esta redução pode ocasionar um estado de deficiência que se manifesta na diminuição da libido, bem-estar, energia, humor, perda de massa muscular e óssea. Seu déficit dificulta o processo anabólico, podendo ocorrer o contrário do que desejamos – o catabolismo (dificuldade em manter massa magra, muscular), apresentando ainda ganho maior de gordura e até redução da massa óssea.

A reposição de testosterona em mulheres fora da menopausa com sinais e sintomas de déficit deste hormônio como perda de massa muscular, cansaço e baixa resposta sexual deve ser prescrita por médicos. Apesar de controverso, muitos profissionais já indicam este tipo de tratamento, tendo em vista a literatura existente. Deve se atentar aos efeitos colaterais primários em geral reversíveis com ajuste de dose como, por exemplo, queda de cabelo, acne e aumento de pelos pelo corpo.

A forma mais prática para se evitar os prejuízos que o anticoncepcional traz aos resultados dos treinos, é através do uso de suplementos naturais que levem ao aumento da testosterona livre no organismo, a prática de exercícios de alta intensidade como musculação e melhora do estilo de vida. A troca do anticoncepcional hormonal por DIU de cobre ou camisinha pode ser a solução deste problema em mulheres jovens

Fonte: Dr. Roberto Franco do Amaral Neto


segunda-feira, 11 de março de 2019

Hormônios importantes na atividade física


Nosso corpo é uma máquina. E para fazê-la funcionar plenamente é preciso que os hormônios estejam em equilíbrio. É impossível viver sem eles, pois são responsáveis, por exemplo, pelas mudanças fisiológicas que ocorrem na adolescência, ao transformar as crianças em adultos, regula a quantidade de substâncias como açúcar ou cálcio, evitando o excesso ou a falta delas em nosso organismo, além de controlar o humor, comportamento, o sistema reprodutor, sono, fome, saciedade e até o estresse.



Estas substâncias, produzidas pelo sistema endócrino, possuem funções diferentes para o funcionamento adequado do nosso organismo, sendo que alguns trabalham em conjunto. Caso dos hormônios que agem quando estimulados pela atividade física, permitindo que o praticante conquiste força física e mental durante sua execução. Alguns dos hormônios em destaque são: 

Hormônio do crescimento (GH): responsável por estimular diretamente na queima de gordura, além de ser um potente agente anabólico.

Adrenalina: ao ser liberada, prepara o corpo para os grandes esforços que os exercícios necessitam, acelera a queima de gordura e libera grande energia para os músculos que serão acionados.

Endorfina: aumenta a disposição física e mental, melhora a resistência imunológica, além de ser essencial para causar a sensação de prazer, melhorando a motivação e a performance durante o treino.

Insulina: a diminuição dos níveis de insulina é proporcional à intensidade do exercício, sendo que, em exercícios prolongados, ocorre um progressivo aumento na obtenção de energia.  Desta forma, o exercício torna-se importante por facilitar a captação de glicose e diminuir os níveis de insulina, sendo positivo para o indivíduo portador de diabetes.

Cortisol: funciona para preservar os estoques de carboidratos do corpo. Aumenta os combustíveis alternativos dos músculos, como os ácidos gordos e os aminoácidos (das reservas dos músculos e catabolismo de proteína), impede a entrada de glicose no músculo esquelético, e fornece os combustíveis (aminoácidos) para o fígado, para aumentar a produção de glicose.

Quando há déficit ou excesso de hormônios, o resultado pode ser queda na performance, no peso ou na composição corporal (massa muscular e gordura). Fique atento  e procure um especialista.