Tem
uma palavra que está na mira de especialistas e pesquisadores ao redor do
mundo: estresse. A preocupação tem uma explicação: este mal traz muitos
problemas à saúde, tanto mental quanto físico. Um deles é a obesidade, doença
que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), já atinge 20% das pessoas adultas
no Brasil. Infelizmente, o estresse é uma das principais causas do sobrepeso.
Isso porque, quando estamos muito estressados, tendemos a secretar uma alta quantidade
de cortisol, um hormônio que possui uma poderosa ação anti-inflamatória no
corpo, além de desempenhar um papel importante no sistema imunológico e na regulação
da glicemia. Conhecido como o hormônio do estresse, o cortisol envia uma
mensagem para cada célula do corpo avisando que precisamos de energia
imediatamente ao passar por situações consideradas estressantes, como
dificuldades no relacionamento, situação financeira, trabalho, saúde e peso.
Os altos níveis de cortisol na corrente sanguínea podem levar à perda de massa muscular pela sua degradação. Portanto, quanto menos massa muscular, menos calorias diárias são necessárias. Consequentemente, fica mais lento o metabolismo e mais lenta a queima de gordura, promovendo o sobrepeso e obesidade.
Para diagnosticar se o paciente este
sob o domínio do estresse, é necessário exames laboratoriais e identificação de
alguns sinais e sintomas. Alguns deles são: necessidade de café ou outras
bebidas estimulantes; fadiga crônica, mesmo após uma noite inteira de sono; perda
de resiliência emocional; falta de foco e clareza mental; maior apetite no período
da noite; dificuldade para emagrecer mesmo fazendo dieta e praticando
exercícios físicos; e, no caso das mulheres, irregularidade menstrual e até
infertilidade.
A
obesidade ocasionada pelo estresse pode ser evitada com medidas simples, como
observar atentamente aos primeiros sinais como: aumento da gordura ao redor do
abdômen e na parte de trás dos braços e nas costas. Além das gordurinhas
indesejadas, esse processo pode comprometer a saúde, sendo um fator de risco para
muitas condições de saúde, incluindo doenças cardíacas, hipertensão arterial e
diabetes tipo 2.
Ao
perceber estes sintomas, procure um especialista, além de começar a aderir
estratégias de defesa para não cair na tentação de comer por causa da pressão.
Incorpore práticas relaxantes como caminhada ao ar livre; tenha uma alimentação
mais natural e nutritiva, realize atividades com controle da respiração, como
meditação e ioga, dentre outras ações. Dessa maneira, o corpo vai inibir a
liberação do cortisol e assim poderá controlar a vontade de comer e evitar a
obesidade devido ao estresse.

