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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Tire suas dúvidas sobre o glúten

Você já deve ter ouvido falar das dietas sem glúten, mas afinal, o que é ele? Confira as perguntas e respostas sobre esse item que pode ou não fazer parte da sua alimentação: 


O que é o glúten?

É uma proteína presente naturalmente em muitos cereais, como o trigo, o centeio e a cevada. O glúten dá elasticidade na receita de diversos alimentos, como o pão, que com ele cresce e fica macio.

Tirar o glúten da alimentação faz emagrecer?

Apenas adotar uma dieta sem glúten não é garantia de perda de peso. No entanto, ao diminuir seu consumo, muitas fontes de carboidratos deixam de ser ingeridas e isso leva a uma redução de calorias no prato e à provável perda de peso.

Intolerância e alergia ao glúten são diferentes?

A diferença entre alergia e intolerância a qualquer alimento é feita pelo tempo e forma de reação. Na alergia, a reação é violenta e quase sempre imediata. Para o alérgico a glúten cada contato com a proteína pode ter uma reação pior. No caso da intolerância, a reação aparece com o tempo, há uma graduação, você pode ser pouco ou muito intolerante, e a reação depende da quantidade ingerida, mas será sempre a mesma reação.

Problemas durante a gravidez, o parto e a amamentação têm ligação com o surgimento da doença nos bebês?

Não há nenhuma pesquisa que comprove cientificamente que há uma relação entre o desenvolvimento dessa doença com problemas ocorridos durante a vida do bebê. Apesar de a amamentação proteger de diversas doenças, ela não afasta a chance do recém-nascido se tornar celíaco.

A doença celíaca é hereditária?

Existem fatores genéticos que podem criar uma predisposição para o aparecimento dela, porém, essa doença não pode ser considerada hereditária por não haver ligação direta entre um portador e seus descendentes. Estima-se que cerca de 10% dos familiares diretos de um celíaco possam herdar a doença.

O celíaco pode tomar qualquer medicamento?

É preciso tomar cuidado, pois alguns comprimidos e cápsulas podem apresentar farinha de trigo em sua composição. Por isso, é importante informar o médico antes da prescrição de qualquer remédio. 

É possível diagnosticar a doença celíaca sem um teste?

Como os sintomas de quem é celíaco podem ser confundidos com os de outras doenças, somente a biópsia consegue definir com exatidão se o indivíduo possui ou não intolerância ou alergia ao glúten.

Fonte: Alto Astral (com minha consultoria)




sexta-feira, 30 de agosto de 2013

As vantagens da mandioca na alimentação


Fonte de fibras e isenta de glúten - qualidade que a faz não pesar tanto na digestão -, a mandioca carrega versatilidade no nome, nas condições de plantio e nas formas de preparo. Dependendo da região, é chamada de aipim, macaxeira, maniva, uaipi ou xagala. Não há tempo ou terra ruim pra ela. "A mandioca é um camelo vegetal", brinca o engenheiro agrônomo Joselito Motta, da Embrapa, fazendo referência ao fato de que a planta cresce em solos pobres e resiste a períodos de seca. Ah, ela ainda é barata: custa em média 2 reais o quilo, 30% a menos que a batata. 

Mandioca X batata

Por falar na sua rival, a mandioca leva certas vantagens. Ela possui maior quantidade de vitaminas A, B1, B2 e C. Fazendo justiça, porém, precisamos avisar que a abundância em energia traz um efeito colateral: 100 gramas de mandioca têm quase três vezes mais calorias que a mesma porção de batata - são 160 calorias contra 58.

Só que isso não deve assustar quem se preocupa com o peso. A composição de carboidratos da raiz faz com que ela prolongue a saciedade. Não por menos, a mandioca costuma ter passe livre em dietas e é indicada a diabéticos. Ao contrário de outras fontes de carboidrato, ela não gera picos de glicemia. Agora, note bem: justamente por ser um reduto desse nutriente, é prudente que ela não seja misturada nas refeições com outros depósitos de carboidrato, como arroz, macarrão...

Alegria dos celíacos

Por ser livre de glúten, a mandioca é queridinha de outra parcela da população, os portadores de doença celíaca (intolerância a glúten) - estima-se que sejam 2 milhões só no Brasil. Graças a seus derivados como a farinha e o polvilho, os celíacos conseguem ampliar o limitado cardápio de quem não pode ingerir a proteína que dá as caras no trigo, por exemplo. A raiz também é uma boa pedida diante de diversos problemas que atrapalham o ganho de nutrientes. Tudo por causa daquele lento processo de absorção dos carboidratos, que dá ao organismo mais tempo para assimilar outros compostos. Na hora de cozinhar a mandioca, uma dica: adicione um fio de óleo na água. Isso auxilia na retenção das vitaminas.

Ao gosto do freguês

Cozida

O tempo no fogão costuma variar dependendo da colheita. Em geral, levam-se 15 minutos em fogo alto com água e um fio de óleo. O segredo para deixá-la macia é mantê-la imersa na água do cozimento até o momento de servir.

Polvilho

Prefira os tipos frescos, menos industrializados, que têm sabor mais marcante. O azedo é usado no pão de queijo e nos sequilhos. O doce é ingrediente da chipa, biscoito da culinária paraguaia.
Tapioca

Priorize a goma fresca para sentir mais o sabor. O importante no preparo é não dourar a tapioca: coloque na frigideira, vire-a e retire imediatamente. Sirva-a branquinha e, no recheio, use a imaginação.

Farinha

Entra na receita de massas e bolos e é a base da tradicional farofa, que vai bem com feijoada e carne de sol. Para prepará-la, é indispensável usar óleo ou manteiga. Então, cuidado com os excessos.


Fonte: M de Mulher