Ela já foi vista como a prima
pobre entre os pescados. Mas sua riqueza nutricional ultrapassou peixes como
atum e salmão para coroá-la como ícone de um cardápio saudável. A sardinha
é riquíssima em ômega 3. Entre os benefícios oferecidos por essa gordura estão
um coração saudável e um corpo livre de males como câncer. E isso já foi demonstrado
por diversas pesquisas, que comprovaram que um cardápio rico em alimentos com
ômega 3 baixa o risco cardiovascular, sobretudo em quem tem maior propensão a
infartos. Além disso, também ajuda a prevenir o câncer de mama.
Um estudo da Unicamp comprova que
o ômega 3 impede a inflamação do hipotálamo, região do cérebro responsável pela
noção de saciedade. Portanto, evita a fome. Essa área incha com o consumo de
gorduras saturadas (carne vermelha e queijo) e, por isso, tais alimentos nos
fazem comer mais.
Dizem que ninguém bate a carne
vermelha com relação a quantidade de proteínas. Mas a sardinha faz bonito: 100
g da assada (32,2 g) têm quase a mesma porção de um filé-mignon grelhado (32,8
g). Uma dieta rica em proteínas está associada, entre outras coisas, à redução
da pressão arterial, ao controle do diabetes e a um menor risco de câncer.
A sardinha também é um
reservatório de fósforo, triptofano e vitamina B12, que asseguram o
estado de bem-estar cerebral. Além disso, uma lata de sardinha tem mais cálcio
que um copo de leite (principalmente a em conserva, que preserva a espinha), e é
fonte de vitamina D, vitamina essencial para a absorção de minerais como cálcio
e fósforo. A principal forma de obtê-la é por meio da exposição ao sol, mas a
dieta também ajuda a atingir os valores diários recomendados.
Quando for escolher qual comprar,
prefira a sardinha em conserva no molho de tomate, que contém menos sódio. Se
só encontrar a conservada em óleo, descarte-o antes de consumir. E se for
comprar a sardinha fresca, prepare assada ou cozida, nunca frita (pois dessa
forma ela perde o ômega 3).
Fonte: M de Mulher


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