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segunda-feira, 18 de março de 2019

Exercícios físicos e o uso de anticoncepcionais


As mulheres sempre se destacaram nos esportes, mas infelizmente sempre tiveram que correr e batalhar muito para obter conhecimento a respeito dos aspectos anatômicos, psicológicos e principalmente hormonais que afetam seu desempenho nas atividades físicas.


Os benefícios da prática de exercícios físicos são comprovados para ambos os sexos, que incluem, dentre eles, variações no perfil hormonal, inclusive por uso de contraceptivos orais. Pesquisas realizadas identificam potencial para variação no desempenho aeróbico, capacidade anaeróbia, potência anaeróbia e força reativa ao longo do uso de contraceptivo oral.


O anticoncepcional hormonal oral diminui a quantidade de testosterona livre, influenciando na performance física, ganho de massa muscular e queima de gordura. Esta redução pode ocasionar um estado de deficiência que se manifesta na diminuição da libido, bem-estar, energia, humor, perda de massa muscular e óssea. Seu déficit dificulta o processo anabólico, podendo ocorrer o contrário do que desejamos – o catabolismo (dificuldade em manter massa magra, muscular), apresentando ainda ganho maior de gordura e até redução da massa óssea.

A reposição de testosterona em mulheres fora da menopausa com sinais e sintomas de déficit deste hormônio como perda de massa muscular, cansaço e baixa resposta sexual deve ser prescrita por médicos. Apesar de controverso, muitos profissionais já indicam este tipo de tratamento, tendo em vista a literatura existente. Deve se atentar aos efeitos colaterais primários em geral reversíveis com ajuste de dose como, por exemplo, queda de cabelo, acne e aumento de pelos pelo corpo.

A forma mais prática para se evitar os prejuízos que o anticoncepcional traz aos resultados dos treinos, é através do uso de suplementos naturais que levem ao aumento da testosterona livre no organismo, a prática de exercícios de alta intensidade como musculação e melhora do estilo de vida. A troca do anticoncepcional hormonal por DIU de cobre ou camisinha pode ser a solução deste problema em mulheres jovens

Fonte: Dr. Roberto Franco do Amaral Neto


segunda-feira, 11 de março de 2019

Hormônios importantes na atividade física


Nosso corpo é uma máquina. E para fazê-la funcionar plenamente é preciso que os hormônios estejam em equilíbrio. É impossível viver sem eles, pois são responsáveis, por exemplo, pelas mudanças fisiológicas que ocorrem na adolescência, ao transformar as crianças em adultos, regula a quantidade de substâncias como açúcar ou cálcio, evitando o excesso ou a falta delas em nosso organismo, além de controlar o humor, comportamento, o sistema reprodutor, sono, fome, saciedade e até o estresse.



Estas substâncias, produzidas pelo sistema endócrino, possuem funções diferentes para o funcionamento adequado do nosso organismo, sendo que alguns trabalham em conjunto. Caso dos hormônios que agem quando estimulados pela atividade física, permitindo que o praticante conquiste força física e mental durante sua execução. Alguns dos hormônios em destaque são: 

Hormônio do crescimento (GH): responsável por estimular diretamente na queima de gordura, além de ser um potente agente anabólico.

Adrenalina: ao ser liberada, prepara o corpo para os grandes esforços que os exercícios necessitam, acelera a queima de gordura e libera grande energia para os músculos que serão acionados.

Endorfina: aumenta a disposição física e mental, melhora a resistência imunológica, além de ser essencial para causar a sensação de prazer, melhorando a motivação e a performance durante o treino.

Insulina: a diminuição dos níveis de insulina é proporcional à intensidade do exercício, sendo que, em exercícios prolongados, ocorre um progressivo aumento na obtenção de energia.  Desta forma, o exercício torna-se importante por facilitar a captação de glicose e diminuir os níveis de insulina, sendo positivo para o indivíduo portador de diabetes.

Cortisol: funciona para preservar os estoques de carboidratos do corpo. Aumenta os combustíveis alternativos dos músculos, como os ácidos gordos e os aminoácidos (das reservas dos músculos e catabolismo de proteína), impede a entrada de glicose no músculo esquelético, e fornece os combustíveis (aminoácidos) para o fígado, para aumentar a produção de glicose.

Quando há déficit ou excesso de hormônios, o resultado pode ser queda na performance, no peso ou na composição corporal (massa muscular e gordura). Fique atento  e procure um especialista.



quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Acúmulo de gordura no abdômen e o risco de doenças cardiovasculares


Olhe-se no espelho e observe se sua circunferência abdominal cresceu. Se a resposta for positiva, comece a repensar seu estilo de vida. O resultado dessa medição traz maiores implicações do que qualquer preocupação com a estética.  Isso porque o acúmulo excessivo de gordura no abdômen apresenta um maior risco de doenças cardiovasculares, seja em homens ou mulheres.



A gordura acumulada nessa região - até mesmo em pessoas fisicamente ativas e sem sobrepeso, também pode favorecer o risco de desenvolver distúrbios graves. Chamada de gordura visceral, pois se acumula ao redor dos órgãos abdominais — é metabolicamente ativa e tem sido fortemente ligada ao risco para uma série de doenças graves, incluindo as cardiovasculares, cânceres e demência.

O ideal é medir a região abdominal para saber se os valores de RCE (relação cintura-estatura) estão em níveis normais. Para calcular é fácil: a RCE estabelece que a circunferência da cintura deve atingir, no máximo, a metade da altura, ou seja, uma mulher com 1,60 m não poderá ter mais que 80 cm de cintura. A partir daí, já é considerado um indício de risco metabólico, cardiovascular e cerebral. Neste último caso, o tamanho da barriga também está relacionado com o cérebro. Uma pesquisa apontou que existe uma correlação entre a obesidade abdominal e a redução do volume da massa cinzenta.

Todas as pesquisas, portanto, levam a uma questão principal: como eliminar a gordura abdominal e, ainda mais importante, como evitar o acúmulo? Não há fórmula mágica para isso. É preciso trabalhar junto com seu médico, para criar um protocolo de emagrecimento, que inclui prescrição de suplementos, redução de calorias, alimentação funcional, além da prática de exercícios físicos e outras recomendações clínicas.

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Atitudes que prejudicam o emagrecimento


Começar a trilhar o caminho do emagrecimento não é tarefa fácil. Cada pessoa que toma esta decisão sabe o quanto é difícil traçar metas e alcançar o objetivo de perder peso.

E quando você já está na trajetória, mas não consegue emagrecer?

Saiba que alguns fatores podem prejudicar o emagrecimento e, além de atrapalhar, podem ainda prejudicar a saúde.  Confira alguns erros que devem  estar sabotando a perda de peso:


  • Pensar na balança: o peso registrado na balança não é o melhor parâmetro para avaliar a composição corporal. O ideal é uma avaliação física, que mostrará exatamente o percentual de gordura e de músculos.
  • Dietas restritivas: levam à redução do metabolismo. O corpo tende a querer compensar e acumular gordura.
  • Dormir mal: quando se dorme pouco, liberamos pouco hormônio leptina, que ajuda a regular a fome e a manter o metabolismo ativo. Durma de 7 a 8 horas por dia.
  • Estresse: afeta o equilíbrio da flora intestinal, responsável pela absorção de nutrientes.
  • Exercitar-se em jejum: prejudica a queima de gordura e facilita a perda de massa magra.
  • Pensar em comida: mude seus hábitos e planeje suas refeições para controlar as calorias e evitar os lanchinhos desnecessários.
  • Consumir apenas produtos light e diet: contém aditivos químicos, mais sódio e até mais gordura.

Reveja suas atitudes, se está de fato empenhado nesse ideal, pois emagrecer é mudar o estilo de vida. Pare e pense no que anda fazendo de errado para não conquistar o emagrecimento!


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quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Estresse X Obesidade: conheça os riscos dessa combinação


Tem uma palavra que está na mira de especialistas e pesquisadores ao redor do mundo: estresse. A preocupação tem uma explicação: este mal traz muitos problemas à saúde, tanto mental quanto físico. Um deles é a obesidade, doença que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), já atinge 20% das pessoas adultas no Brasil. Infelizmente, o estresse é uma das principais causas do sobrepeso. Isso porque, quando estamos muito estressados, tendemos a secretar uma alta quantidade de cortisol, um hormônio que possui uma poderosa ação anti-inflamatória no corpo, além de desempenhar um papel importante no sistema imunológico e na regulação da glicemia. Conhecido como o hormônio do estresse, o cortisol envia uma mensagem para cada célula do corpo avisando que precisamos de energia imediatamente ao passar por situações consideradas estressantes, como dificuldades no relacionamento, situação financeira, trabalho, saúde e peso.


Os altos níveis de cortisol na corrente sanguínea podem levar à perda de massa muscular pela sua degradação. Portanto, quanto menos massa muscular, menos calorias diárias são necessárias. Consequentemente, fica mais lento o metabolismo e mais lenta a queima de gordura, promovendo o sobrepeso e obesidade.


Para diagnosticar se o paciente este sob o domínio do estresse, é necessário exames laboratoriais e identificação de alguns sinais e sintomas. Alguns deles são: necessidade de café ou outras bebidas estimulantes; fadiga crônica, mesmo após uma noite inteira de sono; perda de resiliência emocional; falta de foco e clareza mental; maior apetite no período da noite; dificuldade para emagrecer mesmo fazendo dieta e praticando exercícios físicos; e, no caso das mulheres, irregularidade menstrual e até infertilidade.

A obesidade ocasionada pelo estresse pode ser evitada com medidas simples, como observar atentamente aos primeiros sinais como: aumento da gordura ao redor do abdômen e na parte de trás dos braços e nas costas. Além das gordurinhas indesejadas, esse processo pode comprometer a saúde, sendo um fator de risco para muitas condições de saúde, incluindo doenças cardíacas, hipertensão arterial e diabetes tipo 2.

Ao perceber estes sintomas, procure um especialista, além de começar a aderir estratégias de defesa para não cair na tentação de comer por causa da pressão. Incorpore práticas relaxantes como caminhada ao ar livre; tenha uma alimentação mais natural e nutritiva, realize atividades com controle da respiração, como meditação e ioga, dentre outras ações. Dessa maneira, o corpo vai inibir a liberação do cortisol e assim poderá controlar a vontade de comer e evitar a obesidade devido ao estresse.


quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Implante hormonal x emagrecimento


A princípio parece irresistível: elimina a menstruação, assim como seus incômodos (as terríveis cólicas, o inchaço e a TPM), diminui a celulite, aumenta a libido, disposição, e a força muscular para treinar e emagrece. Mas será que o implante hormonal, conhecido popularmente como ‘chip da beleza’, de fato, é uma ferramenta eficaz para a perda de peso? Para começar, o dispositivo não tem esta finalidade. Ele foi desenvolvido para contracepção e acabar com os desconfortos do ciclo menstrual. Contudo, seu efeito colateral é que fez sucesso, no caso, a redução de medidas e os benefícios estéticos.




Com esse chamariz, fica impossível para quem deseja emagrecer e obter vantagens estéticas não se render aos encantos do implante hormonal. Porém, os hormônios não devem ser prescritos para estes fins, já que pode trazer, ao invés de benefícios, uma série de riscos à saúde da mulher. Os dispositivos hormonais podem conter um esteroide chamado gestrinona ou progestagênio (molécula que imita a progesterona), bem como doses de testosterona que, quando mal administrados, podem causar efeitos adversos como aumento da oleosidade cutânea e surgimento de acne; queda capilar; surgimento de pelos em locais indesejáveis, engrossamento da voz, crescimento do clitóris, irritabilidade e até infertilidade.



Ou seja, o chip da beleza, termo erroneamente divulgado, é atraente, mas não pode ser visto como uma solução para melhorar a silhueta. Ele deve ser prescrito por um especialista que irá formular, de forma individual, os hormônios de acordo com as necessidades de cada paciente, pensando na sua melhora dos sintomas da TPM, em alguns casos de endometriose ou àquelas mulheres que buscam diminuir ou interromper o ciclo menstrual.

A praticidade também atrai, já que o implante é colocado sob a pele e possui um tempo longo para sua troca, algo em torno de 6 meses. Os hormônios utilizados têm sua dosagem liberada de forma gradual e constante, ideal para as mulheres que se esquecem de tomar os anticoncepcionais. Por mais que os implantes sejam atraentes, eles não são indicados para fins de emagrecimento. Para tal, é necessário ainda a velha, mas maravilhosa fórmula: alimentação balanceada, prática de exercícios físicos, uso de suplementos para potencializar os resultados (claro, prescritos por um especialista), além de muita disciplina e foco.


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Tire suas dúvidas sobre o glúten

Você já deve ter ouvido falar das dietas sem glúten, mas afinal, o que é ele? Confira as perguntas e respostas sobre esse item que pode ou não fazer parte da sua alimentação: 


O que é o glúten?

É uma proteína presente naturalmente em muitos cereais, como o trigo, o centeio e a cevada. O glúten dá elasticidade na receita de diversos alimentos, como o pão, que com ele cresce e fica macio.

Tirar o glúten da alimentação faz emagrecer?

Apenas adotar uma dieta sem glúten não é garantia de perda de peso. No entanto, ao diminuir seu consumo, muitas fontes de carboidratos deixam de ser ingeridas e isso leva a uma redução de calorias no prato e à provável perda de peso.

Intolerância e alergia ao glúten são diferentes?

A diferença entre alergia e intolerância a qualquer alimento é feita pelo tempo e forma de reação. Na alergia, a reação é violenta e quase sempre imediata. Para o alérgico a glúten cada contato com a proteína pode ter uma reação pior. No caso da intolerância, a reação aparece com o tempo, há uma graduação, você pode ser pouco ou muito intolerante, e a reação depende da quantidade ingerida, mas será sempre a mesma reação.

Problemas durante a gravidez, o parto e a amamentação têm ligação com o surgimento da doença nos bebês?

Não há nenhuma pesquisa que comprove cientificamente que há uma relação entre o desenvolvimento dessa doença com problemas ocorridos durante a vida do bebê. Apesar de a amamentação proteger de diversas doenças, ela não afasta a chance do recém-nascido se tornar celíaco.

A doença celíaca é hereditária?

Existem fatores genéticos que podem criar uma predisposição para o aparecimento dela, porém, essa doença não pode ser considerada hereditária por não haver ligação direta entre um portador e seus descendentes. Estima-se que cerca de 10% dos familiares diretos de um celíaco possam herdar a doença.

O celíaco pode tomar qualquer medicamento?

É preciso tomar cuidado, pois alguns comprimidos e cápsulas podem apresentar farinha de trigo em sua composição. Por isso, é importante informar o médico antes da prescrição de qualquer remédio. 

É possível diagnosticar a doença celíaca sem um teste?

Como os sintomas de quem é celíaco podem ser confundidos com os de outras doenças, somente a biópsia consegue definir com exatidão se o indivíduo possui ou não intolerância ou alergia ao glúten.

Fonte: Alto Astral (com minha consultoria)